Madeira vive com "excesso de liberdade", concluiu a CNE
Delegado da Comissão Nacional de Eleições aponta situações que "nada dignificam a democracia"
O delegado da Comissão Nacional de Eleições garante que na Madeira "não há asfixia democrática", mas "excesso de liberdade, que em nada dignifica a democracia e a região autónoma". Foi com estas palavras que o juiz Paulo Barreto comentou os recentes incidentes em duas inaugurações de Alberto João Jardim com protestos do Partido da Nova Democracia (PND) e cenas de confronto e agressão.
"Como madeirense", o juiz diz-se "envergonhado" com as imagens que passaram nas televisões, tendo confirmado a recepção, por e-mail, das queixas do PND. Paulo Barreto apelou aos partidos para terminarem a campanha eleitoral com "dignidade", alegando, ainda, que não cabe à CNE nem à PSP evitar este tipo de situações, uma vez que se vive num Estado de direito e os próprios candidatos são "pessoas maiores e vacinadas de quem se exigem responsabilidades". E esta foi a única reacção oficial perante os acontecimentos.
Uma coisa é certa. Não foi o Governo regional quem contratou a empresa Securitas para a inauguração de quarta-feira que resultou nos incidentes, mas a construtora Zagope, responsável pela obra. O objectivo era controlar os acessos ao espaço onde iria realizar-se o evento, confirmou, ao DN, Rui Freitas, director da filial da empresa de segurança na região autónoma.
Este responsável garante que "nenhum elemento da Securitas agrediu quem quer se seja". "Os nossos homens portaram-se muito bem. Estavam todos identificados, a legislação foi cumprida. Nós não actuámos de forma violenta. Aliás, tenho dois seguranças que foram alvo de agressão", reiterou. O DN contactou a Zagope na Madeira, sem que a promessa de esclarecimento se tenha efectuado.
De acordo com Rui Freitas, foi a Zagope a contratar os serviços de segurança privada, dando ordens explícitas em termos de controlo e selecção de entradas. "Para além do PND, houve elementos da JSD que também foram proibidos de entrar", os tais que se apresentaram como "cidadãos da Madeira Livre" e que exibiram cartazes contra os dirigentes da Nova Democracia.
Desta vez, Jardim voltou a contar com a habitual segurança policial - depois de ter dispensado a PSP nos incidentes anteriores com o PND.
In «Diário de Notícias»
Publicado por dizerbem em outubro 9, 2009 10:41 AM | TrackBackDe um membro do órgão de soberania sindicalizado pouco há a esperar, mas excesso de liberdade… é brilhante!
Será que lá no seu sindicato não lhe explicaram a diferença entre liberdade e libertinagem?
Ou ele também acha que pode existir excesso de honestidade?
Não que se a mesma existir poucos se é que algum membro do órgão de soberania sindicalizado nesse excesso (honestidade) possa incorrer. Mas de qualquer das formas já que querem ter muito bons com distinção com processos de indemnização contra o estado a correr em virtude das suas decisões, o mínimo que se pode pedir por esses muito bons é o conhecimento da ausência de superlativo para determinados conceitos e/ou adjectivos.